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Chá verde fortalece sistema imunológico, conclui estudo
Velho conhecido da medicina oriental, o chá verde foi o objeto de
pesquisa na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) em aspectos pouco
explorados pela literatura médica. Em geral, as pesquisas apontam sua
eficácia contra a obesidade. O estudo, porém, realizado em camundongos,
conseguiu estabelecer os mecanismos imunológicos da substância no
organismo e seu efeito na prevenção de infecções por conta da ação
imunomoduladora – agentes que modulam ou interferem no processo de
imunidade. A constatação foi da farmacêutica Camila Alexandrina Viana de
Figueiredo, autora da tese de doutorado “Avaliação dos efeitos do
extrato do chá verde (Camellia sinensis L. Kuntze) sobre a resposta
imunohematopoética de camundongos infectados com Listeria monocytogenes”.
Na pesquisa, orientada pela professora Mary Luci de Sousa Queiroz,
Camila dividiu os animais em dois grupos, sendo que um não recebeu
nenhum tipo de
tratamento e, em outro, o chá foi introduzido previamente durante sete
dias consecutivos. Após o tratamento, os animais foram infectados com
uma dose letal da bactéria Listeria monocytogenes. Enquanto os animais
sem tratamento morreram dentro de quatro dias, 50% dos animais que
receberam previamente o chá sobreviveram à inoculação da bactéria. Em
outro momento, a pesquisadora utilizou o modelo Listeriose murina, que
provoca alterações no sistema imunológico, o que permitiu investigar os
mecanismos subjacentes a esta proteção.
Embora o chá verde seja amplamente difundido no Brasil para outros
tratamentos, com a pesquisa ficou clara sua capacidade de interferir no
sistema imunológico, deixando-o mais apto no combate a alterações
patológicas. É certo, porém, que outros estudos pré-clínicos e clínicos
são necessários para comprovar essa ação no homem. Atualmente, um
outro interesse das pesquisadoras é a investigação de seus efeitos sobre
células-tronco, visto que o chá demonstrou intensa atividade
hematopoética – formação das células sangüíneas – em seu mecanismo de
ação. “A busca por drogas estimuladoras hemapoéticas, particularmente
oriundas de células primitivas como as célulastronco, é de extrema
importância pela possibilidade de emprego das mesmas em certas condições
patológicas nas quais o tratamento é ineficaz ou inexistente”, afirma a
pesquisadora.
Oriundo da planta Camélia sinensis, o chá verde é muito consumido no
Japão e na China. Possui propriedades estimulantes e desintoxicantes,
além de ativar a circulação sangüínea e aumentar a resistência às
doenças. No Brasil, o cultivo da planta é dificultado pelo clima
tropical, mas o produto é encontrado facilmente, na forma de saches, em
supermercados e farmácias.
Fonte: unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju306pg04.pdf

Um trabalho realizado por Dulloo e
colegas, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou
que extrato de chá verde - que possui altas concentrações de
antioxidantes como catequina, polifenóis e muitos outros compostos
incluindo cafeína - pode aumentar a utilização de energia muito acima
dos efeitos da cafeína pura. O consumo desse chá produz termogênese
(criação de calor) e maior gasto de energia e gorduras em humanos.
Um segundo estudo conduzido por Erba, publicado no Journal of Nutrition,
avaliou o efeito dos compostos do chá verde em danos oxidativos,
causados pelo tratamento com ferro em cultura de células leucêmicas
humanas. Os resultados apontaram para o fato de o chá proteger as
células dos danos. Ingestão crescente de chá verde pode auxiliar na
redução dos danos oxidativos associados a vários processos de doenças
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